Codesa firma convênio com a UFES na área ambiental
Parceria entre o Porto de Vitória e a universidade federal servirá de base para estudo que trata da intervenção humana nos manguezais da Baía de Vitória
A Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA) firmou o primeiro convênio na área ambiental com uma instituição pública: a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Essa parceria servirá de base para a tese de doutorado da bióloga Gabriela Carvalho Zamprogno, com orientação da Profa. Dra. Mônica Maria Pereira Tognella, pelo Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Ambiental da UFES que, denomina-se “Vulnerabilidade dos Manguezais frente às Intervenções Humanas na Baia de Vitória”. O projeto foi submetido à apreciação e aprovado pelo IEMA (Instituto Estadual do Meio Ambiente).
“O interesse da CODESA está em cumprir uma condicionante ambiental e, principalmente, prestar apoio à iniciação científica, contribuindo para a formação de conhecimento” afirma a engenheira Maria Elisa C. M. de Freitas, da Coordenação de Meio Ambiente (COMAMB), e fiscal do convênio. Como retorno, o Porto de Vitória espera um banco de dados que contribua para o gerenciamento ambiental da Baía de Vitória.
Convênio
O convênio terá a duração de quatro anos, e a CODESA vai disponibilizar R$ 83.000,00 para o projeto. Segundo a bióloga, o estudo pretende caracterizar de forma abrangente e integrada o manguezal da Baía de Vitória, avaliando a estrutura da flora e da fauna de moluscos, a contaminação química do sedimento, a pressão urbana, entre outros fatores que afetam esse ecossistema. Os dados serão usados como base para a proposição de uma metodologia de análise de índices de vulnerabilidade frente às intervenções humanas considerando os aspectos ambientais, econômicos, e sociais.
De acordo com Zamprogno, os índices serão aplicados para cada área estudada, e serão elaborados mapas temáticos para a Baía de Vitória. “Com os resultados obtidos, será desenvolvida uma ferramenta de apoio às tomadas de decisão para o planejamento ambiental local, a qual irá contribuir para o gerenciamento ambiental, visando planos de ocupação e de recuperação das áreas degradadas e servir de subsídio para o zoneamento ambiental da baía”, ressalta a bióloga.

























